sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Chapter 6: Tombstone

Em uma das minhas viagens alternativas, eu encontrei uma situação peculiar.
A cada vez que você fecha os olhos e precisa tomar uma decisão, uma realidade alternativa é criada.

Quando você tem que decidir entre tornar-se médico, ou advogado. Duas realidades são criadas. A real e a alternativa.

Em uma delas você é um médico. Em outra, você é um advogado.

Pensei em viajar em muitas dessas realidades, encontrar meu outro eu, para trocarmos experiencias.

Quando tive uma experiência desagradavel.

Eu não me encontrei. E quando perguntei, onde poderiam encontrar. Me deram uma direção. Aí, eu fui, né.

Quando dei por mim... estava num campo.... com lápides.... um cemitério, gente.


Havia uma pedra lá.... com meu nome.

Nessa pedra havia um texto. E abaixo dela, provavelmente meus restos alternativos.

O texto dizia:


"Devia ter ouvido mais.
Reclamado menos.
Devia ter adimirado mais o amanhecer, e ver o dia anoitecer.
Devia ter sorrido mais, saído mais de casa.
Visitado outros lugares. Revisitado os mesmos.
Devia ter dito pra minha mãe que ela era a melhor.
Ter dito pro meu pai que ele era meu herói.
Que meu melhor amigo era o irmão que não pude ter.
Que a minha irmã era a minha mãe mais nova.
Devia ter aceitado aquele drink com os amigos.
Ter dito a ela mais uma vez,que ela foi a pessoa mais especial que apareceu na minha vida.
E que sempre a amarei.
Devia ter cantado músicas mesmo sem saber a letra.
Ter escolhido um time de coração.
Embora não possa mais dizer.
Amei cada segundo. Cada um que passou por mim.
Perdoei cada um que me fez padecer.
Amei ouvir cada música que ouvi.
Amei correr atrás de ônibus.
De pegar chuva.
De fazer as pazes com alguem.
Enfim, foi uma aventura legal. Uma história bonita.
Vou levar comigo pra sempre essa experiência.
Eu fui feliz, e sempre serei.
Graças a vocês.


Obrigado.


Adeus."



Após ler isso.... eu tive a conclusão de que.... ele (ou eu, no caso) era uma pessoa feliz, só que se ele tivesse aproveitado o tempo que vivia reclamando pra curtir... teria tido mais história.

Esse, "eu" alternativo, só pode perceber isso, quando já era tarde. As vezes, só sentimos falta das coisas, quando nós a perdemos, ainda que seja nós mesmos.


Isso me fez ver, que a vida é relativa, é um momento... eu quero curtir enquanto posso. Essa viagem não foi perda de tempo. Ao contrário, me fez ver que eu tenho tudo. E só devo a Deus por isso.


Vou curtir cada segundo, e agora ,se me derem licença, eu tenho uma vida pra aproveitar! rsrs

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